A Artista

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Graziela cresceu em meio à arte e artesanato, influência de sua mãe Véra – grande artista da pintura e mosaico. Pode conhecer técnicas e estilos diversificados, até encontrar no Mosaico um caminho próprio. Espectadora interessada, acompanhava os trabalhos do grupo de artistas que freqüentavam o atelier de Véra.

Encantada pelos esboços que via surgir, nutriu um carinho grande pelo desenho e passou a rabiscar paisagens, expressões faciais e corpos femininos.
Em 99 dedicou-se a algumas obras para exposições, trabalhando com acrílico e óleo, retomando de maneira expressiva os trabalhos em 2001 dentro da Arte Musiva, descobrindo-se ao revelar imagens e vivências através da pintura com tesselas. No ano de 2002, recebeu a carteira de Artesão da Secretaria do Trabalho do Governo do Distrito Federal, participou do VIII Congresso Internacional de Mosaico Contemporâneo em Vitória – ES, apresentando sua pesquisa sob formato de palestra: Ecofeminismo – Mosaico como Ecoarte, com grande sucesso por se tratar de tema engajado com o respeito a todo ser humano e natureza através da utilização de resíduos para confecção de peças artísticas; além de diversas exposições de arte e artesanato. No ano de 2003, com sua primeira exposição solo, ousa, apresentando à capital federal a mostra Pensatrix – Mostra de Musas para um novo tempo na Universidade de Brasília.

Em maio de 2004, conheceu a Escalada em Rocha, e aos poucos agregou conhecimento sobre o universo que envolve os ambientes naturais. A maneira de pensar os Mosaicos, de construir caminhos foi modificada pela nova leitura de ambiente, preocupada com a finitude dos recursos ambientais, iniciou estudos sobre Desenvolvimento Sustentável.

Em abril de 2005 assumiu a Presidência da Associação Brasiliense de Escalada e Montanhismo – ABRESCA, tendo como objetivo essencial a aplicação da Conduta Consciente em Ambientes Naturais do Ministério do Meio Ambiente nas práticas de escalada, montanhismo e demais atividades em Ambientes Naturais. No ano de 2006, foi reeleita para o cargo.

O que teve início em leituras, pesquisa de pensadores, se transformou em desejo de atuar na área Ambiental. Dessa maneira, no primeiro semestre de 2006, cursou como Aluna Especial, a Disciplina Economia Ambiental, ministrada pelo Doutor em Desenvolvimento Sustentável e Pesquisador do IPEA – José Aroudo Mota, com aproveitamento integral.

Atua hoje como Bibliotecária Escolar em renomada instituição de ensino, onde procura, com sutileza, incutir nos pequenos o seu amor pelas artes e pela leitura.

Mosaico de Mulheres
Por Graziela de Oliveira

Trabalho primeiramente juntando material em containers, obras, lixos de lojas de material de construção. Até que um dia surge o desejo de dar vida a mais um pedaço de mim ou da história.

Foi assim com Hildegard. Seu hábito nasceu de azulejos antigos na cor cinza escuro reunidos de um banheiro de um apartamento em reforma. O fundo, eram cerâmicas de piso do mostruário de uma loja de construções que a cada linha nova, enchem um container perto de minha casa.

Mais fantástico nisso tudo, é sentir, tessela após tessela, que a história dessa mulher que venceu o tempo se refaz juntamente com o trajeto seguido pelas pedras.

Incrível pensar que o mundo saiba tão pouco de uma mística, terapeuta, compositora, visionária, teóloga, pintora, conselheira. Mais incrível, saber que tanto no mundo laico quanto no religioso, quase nada se sabe sobre ela. As poucas vezes em que é citada – acontece superficialmente.

Quero trazer a notícia da “Sibila do Reno”. Quero que saibam que em 1098 nasceu a frágil menina que foi educada por Jutta num mosteiro misto. Que foi auxiliada em seus projetos por um fiel idoso secretário, chamado Volmar.

É importante que conheçam a força de suas palavras e de sua sabedoria. Palavras que venceram a Bula do Papa Inocêncio III que tirava a voz da mulher. Que cativaram Bernard Clarvaux. Que fizeram de Ricarda sua apaixonada seguidora.

Imagino-me caminhando pelo Mosteiro onde viveu até me deparar como seu herbário, onde tinha sua coleção de “milagres”. Onde cada planta era estudada e um dia enviada para aqueles que confiavam sua saúde aos cuidados e atenção da Sibila…

Curriculum de Exposições

1999 Coletiva no Supremo Tribunal Superior.
2000 Coletiva no Espaço Dumont- Brasília – DF
2001 Salão Lendo & Pintando de Artes Visuais
2002 Março Mulher – Espaço Cultural Anatel – Brasília- DF. 1ª Mostra de Arte em Mosaico de Brasília – Brasília – DF.
2002 II Salão Lendo & Pintando de Artes Visuais – Brasília – DF
2002 Coletiva Opus et Ludus – Pátio Brasil Shopping – Brasília – DF
2002 Ministrou palestra Ecofeminismo – Mosaico como Ecoarte, no VIII Congresso Internacional de Mosaico Contemporâneo – Vitória – ES.
2003 Março Mulher – Espaço Cultural Anatel – Brasília- DF
2002 1ª Mostra de Arte em Mosaico de Brasília – Brasília – DF.
2003 Cara Brasileira
2003 Pensatrix – Mostra de Musas para um novo tempo – BCE – Campus Darcy Ribeiro – Brasília – DF (primeira mostra solo)
2003 Pensatrix – Mostra Itinerante de Musas para um novo tempo – Pátio Brasil Shopping – Brasília – DF
2003 Mostra Itinerante de Musas para um novo tempo – Unisinos – São Leopoldo – RS (II Simpósio Internacional As Mulheres e a Filosofia)
2003 Pensatrix – Mostra Itinerante de Musas para um novo tempo – UnB – DF (II Conferência Brasiliense de Semiótica)
2003 III Salão de Artes Visuais Lendo & Pintando – Brasília – DF
2004 Mostra Promosaico de Arte
2004 Confecção dos Troféus em Mosaico Contemporâneo, para a 1ª Competição de Escalada Indoor – Goiânia, organizada pelo Centro Excursionista Goiano
2005 Mostra Promosaico de Páscoa
2006 Mostra Promosaico de Arte
2006 Mostra Lendo & Pintando
2007 Mostra de Mosaicos sobre Escalada na ATEC 2007 – Abertura de Temporada de Escalada no Cerrado

Mulheres em mosaico

Compreendo os mosaicos de Graziela como uma metáfora para o que estamos fazendo, ela na arte, eu na filosofia: a recuperação reflexiva, ética e estética dos restos excluídos de nossa memória e da nossa identidade cultural, a retomada da vida e obra de mulheres cujo valor vamos recompondo hoje em quadros que alternam antigos e novos significados.
Quadros da história que incluem as identidades femininas, no plural, pensadoras, ativistas, literatas, artistas, cientistas, educadoras, místicas, inspiradoras para nós. “Musas” – de um outro currículo, de uma outra prática de pesquisa, de uma outra educação e um outro poder entre nós.

Ana Míriam Wuensch.
Projeto Pró-memória das filósofas.
Profª coordenadora.

 

O tricot

Desde 2008 encontrou no tricot novos desafios, sem deixar o mosaico totalmente de lado. Na magia do processo de tecer, cria peças únicas, cheias de personalidade e modernas.

 

 

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1 comment
  1. Claudio
    Dec 29th, 2008 at 20:12 | #1


    2003 Pensatrix – Mostra de Musas para um novo tempo – BCE. Eu estava lá! Muito legal

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