Safo de Mitilene

Técnica: Opus Paladiano e

Dimensão: 40 x 40 cm

Obra vendida.

Conheça um pouco de Safo

Safo (Sappho) nasceu no fim do século VII a.C. em Lesbos, ilha do mar Egeu, diante da costa da Anatólia. Acredita-se ter sido casada com Cercolas, próspero habitante da ilha de Andros. É provável que, segundo afirmam várias crônicas, tenha sido banida com outros aristocratas e vivido algum tempo na Sicília. A maior parte de sua vida, porém, transcorreu em Mitilene, Lesbos. Entre todos os poetas gregos, à exceção de Alceu e Arquíloco, Safo foi considerada a mais hábil em criar uma relação íntima e pessoal com o leitor. Sua obra aludiu muito raramente aos distúrbios políticos, freqüentemente mencionados nos versos de seu contemporâneo Alceu. Escrevia em linguagem simples, de forma concisa e direta, sobre assuntos pessoais: os amores, ciúmes e rivalidades que surgiam entre as mulheres com quem se reunia, e as relações com seu irmão Charaxus. Reflexiva, discorria com tranqüilidade sobre os próprios êxtases e sofrimentos, sem que isso reduzisse o impacto emocional dos poemas. Credita-se a ela a invenção da lira de 21 cordas, usada provavelmente, enquanto declamava seus poemas. Fundadora do “thiasos”, uma sociedade de mulheres ligadas pela religião e juramentos seculares.
Safo morreu em Lesbos por volta do ano 580 a.C. Não se sabe como seus poemas circularam entre seus contemporâneos e nos três ou quatro séculos que se seguiram. No século III a.C. os eruditos alexandrinos reuniram sua obra em dez livros, mas essa edição não sobreviveu ao início da Idade Média. De sua obra conservam-se apenas fragmentos e um único poema completo, recolhidos em obras de outros autores e em papiros egípcios.
por Graziela de Oliveira

Segue uma poesia de Safo(tradução de Castilho):

À amada

Ventura, que iguala aos deuses,
Em meu conceito, desfruta
Quem, junto de ti sentada,
As doces falas te escuta,
Goza teu mago sorrir.

Quando imagino em tal gosto
É minha alma um labirinto;
Expira-me a voz nos lábios;
Nas veias um fogo sinto;
Sinto os ouvidos zunir.

Gelado suor me inunda;
O corpo se me arrepia;
Fogem-me as cores do rosto,
Como ao vir da quadra fria
Entra a folha a desmaiar.

Respiro a custo, e já cuido
Que se esvai a doce vida!
Arrisquemo-nos a tudo…
Contra uma angústia insofrida
Tudo se deve tentar.

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